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Biblioteca Nacional da França- As minhas impressões sobre as adaptações desse edifício histórico

Oi pessoal,

No meu ponto de vista, a arquitetura é uma combinação de fatores: arte, cultura e história. Por isso, no post de hoje resolvi compartilhar com vocês as minhas impressões sobre as mudanças que foram feitas na Biblioteca Nacional da França, que foi reaberta ao público nesse mês de fevereiro após um período de seis anos em obras. Fundada em 1792, o prédio passou por adaptações necessárias para o bom funcionamento no século atual.

O prédio em Paris que abriga salas de leitura, e também grandes coleções, passou por estudos que avaliaram a sua estrutura para concluir qual seria o estilo a seguir, sem perder as referências clássicas de sua arquitetura histórica. Eu gostei bastante do resultado final das transformações e separei algumas fotos para vocês!

Uma das grandes adaptações foi a reorganização no fluxo dos visitantes e para isso, foram instaladas elevadores e escadas. Além disso, eles fizeram uma passarela de vidro que me chamou bastante atenção. Eu gostei da ideia do projeto que fica por fora do edifício e interliga alguns ambientes, e achei a proposta do vidro ousada e inteligente, já que o visual moderno se destaca sem roubar a cena da construção antiga, mas combinando os dois estilos de maneira harmônica.

A sala dos acervos também foi valorizada com as mudanças. Acredito que o espaço ficou com um visual bem interessante ao deixar a antiga estrutura de metal da década de 30 e 50 à mostra e contrastá-la com novos materiais, como alumínio, aço e LED que foram incorporados ao projeto. O que vocês acharam?

Já a famosa “Salle Labrouste”, criada pelo arquiteto Henri Labrouste, dá um show à parte! Eu sempre digo que as cores são as grandes responsáveis por mudar o humor do ambiente e das pessoas, e foi por isso que escolhi esse espaço como uma das transformações mais impactantes. As cores foram restauradas e o local com mais de 400 lugares ganhou nova vida mantendo os tons originais, só que agora bem mais vibrantes!

Para mim, e acredito que para a maioria dos arquitetos, é sempre bom saber que a nossa profissão está sempre se atualizando, mas não despreza a história e nem a tradição de um lugar em nome da modernidade.

Deixem as suas impressões também! Até a próxima!

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